Mais uma vez, uma mera tentativa de contradizer o patético, afirmando o poético que cá não existe.
Vermelho, a cor do apetite, paixão, excitação, erro, sangue, dor. Neste momento, ócio. Não estou contente em produzir algo melancólico, romântico, sentimental, ora que, sentimentos em demasia não são - necessariamente - produtivos ou idiotas. Chances. O que senão as chances de reafirmar um amor quase destruído, tornar mútuo um sentimento, não idiota ou feliz, mas inseguro de amar e ser amado. Compaixão. Crescimento. Auto-sustentação.
Vermelho, a cor do coração. Teoricamente, se não fôssemos feitos de pedra a maior parte do tempo, cinza não tem mais graça, não como antigamente. Como descrever o que sentimos? Como fazer pulsar novamente um coração vermelho, que tenta nos acompanhar freneticamente no desenvolver das horas? E se, de pedra, à pedra voltar? E se não fôssemos capazes de administrar sentimentos, conjugando-os literariamente e relembrando quâo idiotas estes são? Se o tempo cura ou destrói, não me importo. Sequer me importo qual atitude tomar, qual parede de tijolos construir, qual mão-de-obra utilizar... Apenas quero ser uma boa lembrança algum dia, uma reminiscência laranja, doce e inocente, com a beleza amargurada e imatura de um bebê. Complicado assim.
Nada é simples. Mil desculpas.

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